Domingo, Abril 29, 2007
Plaza de Armas, Lima.
Costa do Pacifico vista da zona de Miraflores
A bebida Peruana... um horror!!


Novo modelo KTM... pena este modelo nao se comercializar na Europa! Que sucesso seria.


A caminho de Lima

Chegada a Paracas, Costa do Pacifico


Morcego cruzado com labrador de raca pura para oferecer...
A Tati muda de visual... no barbeiro!!
Ritual Pachamama com o nosso amigo "Inca"



Demonstracao de novo produto revolucionário para branquear os dentes.
Quarta-feira, Abril 18, 2007
-- VISITA A MACHU PICCHU, UMA ODISSEIA DE 5 DIAS --
Dia 5: Santa Teresa - Cuzco
Chuva, muita chuva!!!
Após 20 minutos na estrada a mota do Chris deixou de trabalhar?!?!?! Bomba de gasolina foi à vida... Bosta! Logo aqui no meio do nada! Da experiencia tida previamente com a minha bomba de gasolina, que também pifou mas em Portugal, rápidamente resolvi o problema desligando a bomba e fazendo uma ligacao directa ao deposito de gasolina. O problema é que sem a bomba a funcionar a gasolina só entra nos carburadores por gravidade. O que significa que o nivel de gasolina dentro do depósito tem de estar obrigatóriamente sempre acima do nivel dos carburadores. Tivemos assim que encher todos os depositos extra com gasolina "artesanal" para nao correr o risco de ficar a meio caminho. Acabou por resultar bem e chegámos a Cuzco ao final do dia.
Dia 4: Águas Calientes - Hidro Electrica - Santa Teresa
Perdemos o comboio das 07h23 da manha!!! E o proximo era só depois do almoco... Fazer o que? Solucao: dar corda aos sapatos e seguir caminho a pé! Foram 2h30 e 9 kms de caminhada até à Hidro electrica. Chegando à hidro ainda tivemos que caminhar até ao ponto onde tinha havido o enorme deslizamento de terras e esperar se, com alguma sorte, havia algum transporte colectivo que nos levasse até Santa Maria onde tinhamos as nossas motas. Chegámos ao local e de facto tinha havido um enorme deslizamento de terras. Pedras do tamanho de carros que ocuparam uma grande parte da estrada até ao rio. Com algum receio de novo deslize passamos por cima de toda aquela pedra para deparar que do outro lado nao havia nenhum transporte colectivo à espera de passageiros. Solucao: mais uma caminhada de 3 horas até Santa Maria. No total do dia foram cerca de 18 kms caminhados. Chegados a Santa Maria ainda tivemos forcas para pegar nas motas e seguir para Santa Teresa.



























Chuva, muita chuva!!!
Após 20 minutos na estrada a mota do Chris deixou de trabalhar?!?!?! Bomba de gasolina foi à vida... Bosta! Logo aqui no meio do nada! Da experiencia tida previamente com a minha bomba de gasolina, que também pifou mas em Portugal, rápidamente resolvi o problema desligando a bomba e fazendo uma ligacao directa ao deposito de gasolina. O problema é que sem a bomba a funcionar a gasolina só entra nos carburadores por gravidade. O que significa que o nivel de gasolina dentro do depósito tem de estar obrigatóriamente sempre acima do nivel dos carburadores. Tivemos assim que encher todos os depositos extra com gasolina "artesanal" para nao correr o risco de ficar a meio caminho. Acabou por resultar bem e chegámos a Cuzco ao final do dia.
Perdemos o comboio das 07h23 da manha!!! E o proximo era só depois do almoco... Fazer o que? Solucao: dar corda aos sapatos e seguir caminho a pé! Foram 2h30 e 9 kms de caminhada até à Hidro electrica. Chegando à hidro ainda tivemos que caminhar até ao ponto onde tinha havido o enorme deslizamento de terras e esperar se, com alguma sorte, havia algum transporte colectivo que nos levasse até Santa Maria onde tinhamos as nossas motas. Chegámos ao local e de facto tinha havido um enorme deslizamento de terras. Pedras do tamanho de carros que ocuparam uma grande parte da estrada até ao rio. Com algum receio de novo deslize passamos por cima de toda aquela pedra para deparar que do outro lado nao havia nenhum transporte colectivo à espera de passageiros. Solucao: mais uma caminhada de 3 horas até Santa Maria. No total do dia foram cerca de 18 kms caminhados. Chegados a Santa Maria ainda tivemos forcas para pegar nas motas e seguir para Santa Teresa.
04h45 da manha e já estavamos de pé para tomar o pequeno almoco. O objectivo de acordar a estas horas foi para apanhar o primeiro minibus que sobe para Machu Picchu, 05h30 da matina para lá chegar ás 06h00. E valeu a pena!! Tivemos sorte com o tempo e o dia acordou sem uma única nuvem no céu. Ver o sol nascer em Machu Picchu é uma experiencia que nao se esquece!!!! Que loucura!!! Após termos ficados sentados 30 minutos no alto à espera de ver os primeiros raios de sol bater nas ruinas da cidade, seguimos em exploracao do local. Machu Picchu é um local difícil de descrever porque nao se pode comparar com nada de semalhante. É apenas espantoso!! Foram 8 horas de caminhada e exploracao dentro de Machu Picchu. Ao fim do dia voltamos para a cidade de Águas Calientes onde iriamos apanhar o comboio das 21h30 de volta para a hidro electrica. Depois de 30 minutos dentro do comboio e ao chegar ao nosso destino a policia entrou dentro do comboio para informar todos os passageiros que se dirigiam para Santa Teresa de carro de que tinha havido um grande deslizamento de terras impedindo assim a passagem dos transportes para este povoado. Ficámos sem saber o que fazer. Ou tentávamos chegar a pé até ao local onde a estrada estava bloqueada para ver o que se passava ou voltavamos de novo para Águas Calientes. A decisao mais sensata foi voltar e na manha seguinte apanhar o primeira comboio para baixo, marcado para as 07h23 da manha.
Na manha seguinte em vez de 3 motas eram 7 em direccao a Machu Picchu. O caminho alternativo era de facto um caminho alternativo pouco usado, muito estreito e dificil em algumas passagens. Mas foi divertido e ainda deu para tirar umas fotos valentes. Chegados a Santa Teresa tratámos de almocar e de arranjar lugar para deixar as motas durante a nossa subida a Machu Picchu. Pois Santa Teresa era a ultima povoacao onde poderiamos deixar as motas guardadas com alguma seguranca. O maluco do Guido decidiu seguir caminho até à estacao de comboio da central hidro electrica e ver até onde podia levar a mota. Nós depois do almoco apanhamos um transporte colectivo que nos deixou na estacao para apanhar o comboio para Águas Calientes, ponto de partida para a visita a Machu Picchu. Ao chegar à hidro electrica deparamos com a KTM do Guido encostada e amarrada a uma árvore. O maluco decidiu nao subir de mota pela linha do comboio, gracas a Deus!!
Apanhamos o comboio que custa 5 soles para locais e 25 soles para turistas (um roubo!!). A meio do caminho empoleirado na janela para melhor apreciar o passeio vejo o Guido a caminhar junto à linha do comboio. Nao quis pagar os 25 soles e decidiu seguir a pé. Chegados a Águas Calientes procurámos um hostal e fomos jantar cedo porque no dia seguinte iriamos ter uma alvorada muito cedo!!
A ideia inicial da nossa ida a Machu Picchu de mota foi para poupar dinheiro. O turista normal que nao tem transporte próprio e que quer visitar a "Cidade perdida dos Incas" nao tem outra opcao se nao pagar cerca de $ 130 pelo tour organizado. Uma fortuna!! Feitas as contas para nós seria metade do nosso budget mensal só nesta visita. Nem pensar! Vamos tentar fazer isto mais barato, levando as motas até ao ponto mais próximo de Machu Picchu possivel. O maluco do Guido queria fazer o percurso pela linha do comboio...
A nossa saida de Cuzco foi atrasada por uma equipe de televisao Brasileira que nos encontrou à saída do Hotel e que insistiu em fazer uma reportagem e entrevista connosco. Feita a entrevista partimos em direccao a Ollantaytambo onde ainda pesquisamos a hipotese de levar as motas pela linha do comboio até "Águas Calientes", cidade na base de machu Picchu. Esta hipotese foi logo colocada de lado pelo perigo que representava e porque também logo apareceu um policia que evidentemente estava de olho em nós. A única solucao, e a mais inteligente, foi mesmo fazer todo o caminho pela estrada. E que estrada!! Subimos até aos 4300 mts de altitude onde o termómetro mostrava 2 graus positivos. Um frio de cao!! No topo da montanha apanhamos a estrada bloqueada por estarem a decorrer, uns kms mais a baixo, trabalhos de melhoramento da estrada. O guarda do bloqueo informou-nos de que o bloqueo só seria levantado dai a 2 horas... impossivel!! Parados ali na estrada congelaria-mos. Como nao nos foi dada autorizacao para passar, mesmo com os trabalhos a decorrer, decidi-mos ser rebeldes, levantar a cancela e seguir caminho. 100mts depois da cancela acabava o asfalto e comecava o pesadelo. Lama e muita lama numa estrada onde passam centenas de camioes por dia, podem imaginar o cenário. 20 ou 30 kms mais à frente novo bloqueo de estrada mas desta vez realmente intransponivel. Tinha havido um pequeno deslizamento de terras que bloqueou a passagem a qualquer veiculo, mesmo para motos. 1 hora de espera até que a maquinaria pesada limpasse a estrada. Com todos estes atrasos o dia já ia longo e a noite estava a cair. As ultimas duas horas de viagem até Santa Maria foram feitos de noite e com muito nevoeiro. Assustador! Santa Maria está já a uma altitude muito inferior e tem um clima muito humido. Comecamos o dia com gelo e acabamos o dia com bananeiras. Á chegada a Santa Maria encontrámos um grupo de 4 motas (XR 250), turistas Israelitas com motas alugadas e com um guia. Em conversa ao jantar o guia desta excursao informou-nos de que a estrada normal que nos levaria a Santa Teresa estava fechada também por um deslizamento de terras. Alternativa: ir atrás deles no dia seguinte para encontrar o caminho alternativo.
Quinta-feira, Abril 12, 2007
--- "FAST GUIDO", O COMPANHEIRO DE VIAGEM MAIS LOUCO DE TODOS!! --
Como já sabem ganhamos mais um companheiro de viagem no último dia de estadia na Bolivia. Apareceu ao acaso no nosso Hotel em Copacabana na sexta feira Santa e estamos a viajar juntos desde entao. O seu nome é Guido ou "Fast Guido" como se apresenta na qualidade de "World Overlander". É um Suíco de 41 anos, pilotando uma KTM 640 Adventure, e a sua única missao nesta fase da sua vida é dar a volta ao mundo solo. Tempo previsto: 4 anos Budget: 70.000 €. Esta é a segunda vez que nos cruzamos com ele durante a nossa viagem. A primeira foi numa manha na cidade de Mendoza, no Norte da Argentina onde trocamos algumas impressoes à porta do hostal de onde estavamos de partida. Primeira impressao: Cromo do caracas !!! (vendo a foto a baixo o que mais se podia pensar?!?!) Mas como sempre as aparencias iludem. Este é mesmo louco com um grande par de co...oes.
Guido, hoje a ressacar da noitada na "Plaza de Armas" no centro da cidade de Cuzco

Dia em que conhecemos o Guido pela primeira vez em Mendoza (Norte da Argentina), que peca!!!
Comprando alimento durante a subida de jangada "KTM" durante 7 semanas num rio do Mali
O Bar a bordo!! Apenas um cliente...
Dos 4 anos previstos na estrada já passaram 2 e meio. Percorreu já todo o Continente Africano, de Marrocos até à Cidade do Cabo na África do Sul, passando por 17 países e está terminando agora o Continente Sul Americano. Como podem imaginar as histórias da sua passagem por África sao mais que muitas e cada uma melhor que a outra. Tal como tento mostrar nestas fotos, o ponto alto desta primeira etapa global foi no Mali. 1.500 kms rio acima numa jangada construida por ele próprio onde a sua KTM 640 serviu como motor. Incrível, engenharia caseira que resultou!! Até um bar ele construiu a bordo. A viagem fluvial durou no total 7 semanas. A certa altura da viagem levou com ele uma cabra a bordo (daquelas com cornos e 4 patas, nao foi das outras!!) que acabou por servir de alimento por alguns dias. Ele próprio lhe cortou a cabeca e desmanjou a peca. O momento de maior aflicao nesta travessia foi a excessiva aproximacao de um grupo de hipopótamos, que podem ser muito perigosos quando se sentem ameacados. Os episódios e histórias sobre travessia de fronteiras sao também indiscretiveis... A meio desta etapa Africana teve um acidente grave, atropelou um porco a cerca de 100 kms/h que o deixou muito mal tratado. Passou depois 9 meses em recuperacao na Suica. O capacete partiu-se com a queda mas mesmo assim ainda o usa colado com fita adesiva!!! É o maior!! Quem diz que os Suicos sao chatos?!? Resumo desta experiencia Africana: eles lá sao animais! Fucked up Continent!!
América do Sul segundo ele, e comparando com África é canja. O ponto alto até agora foi a escalada do Monte Aconcágua (o mais alto do mundo fora da Ásia) a quase 7.000 metros de altura. Entre várias histórias estranhas que conta, a mais engracada foi quando no mesmo dia percorreu um trecho de estrada 2 vezes, em que na segunda vez reparou que havia um coelho morto na beira da estrada que nao estava à primeira passagem. Carne fresca para o jantar, pensou! Apanhou o animal morto da beira da estrada arranjou-o, cozinhou-o em vinho tinto e comeu-o. Diz que se arrepende de nao ter feito o mesmo com uma raposa que viu nas mesmas condicoes... É um LOUCO!
Vamos com ele e como Chris amanha tentar chegar a Machu Picchu de mota!!! Tivemos acesso a umas informacoes "extra" que nao constam no posto de informacao turistica sobre um possivel caminho para lá chegar. Todo muito incerto. Mas poupamos uma pequena fortuna em tours organizados. Vamos a ver!!
Guido, hoje a ressacar da noitada na "Plaza de Armas" no centro da cidade de Cuzco
Dia em que conhecemos o Guido pela primeira vez em Mendoza (Norte da Argentina), que peca!!!
Que cenário!
Segunda-feira, Abril 09, 2007
-- COPACABANA E VISITA Á "ISLA DEL SOL" NO LAGO TITIKAKA --
Saímos de La Paz na Sexta Feira Santa. Mal sabiamos nós que o nosso destino para este dia, Copacabana, é lugar de peregrinacao dos Bolivianos nesta semana de festividades. Toda a gente quer chegar a esta cidade junto ao Lago Titikaka seja de que forma for. Quem nao tem dinheiro para ir de carro ou comprar um bilhete de autocarro vai de... bicicleta!!! Eram ás dezenas!!
A caminho de Copacabana fizemos ainda em desvio de 140 kms para visitar as ruinas de Tiwanaku (civilizacao pré-Inca). Infelizmente para nós que estamos a viajar com um budget apertado, o preco de entrada estava um pouco foras do nosso alcance e assim optamos por voltar á estrada em direccao ao nosso destino. No entanto o Chris, o alemao com quem estamos a viajar de momento, fez a vista às ruinas e tirou muitas fotos, porreiro!! Fivcamos assim de nos encontrar mais tarde ao fim do dia já em Copacabana.
O resto da viagem foi muito tranquila, e chegando já próximo do Lago Titikaka a paisagem como podem imaginar era linda.
Na manha seguinte fizemos um passeio de barco até á "Isla del Sol" (berco do império Inca) que demorou o dia todo. A merda do barco tem cerca de 10 mts de comprimento, leva cerca de 30 pax e tem um motor outboard de apenas 55 cavalos... O GPS marcava uma velocidade de deslocacao de 6 kms/h!! Na realidade o tour vale a pena pelo passeio em si e pelas vistas porque as ruinas da ilha nao sao nada de especial. Pelo menos para mim!

A caminho de Copacabana fizemos ainda em desvio de 140 kms para visitar as ruinas de Tiwanaku (civilizacao pré-Inca). Infelizmente para nós que estamos a viajar com um budget apertado, o preco de entrada estava um pouco foras do nosso alcance e assim optamos por voltar á estrada em direccao ao nosso destino. No entanto o Chris, o alemao com quem estamos a viajar de momento, fez a vista às ruinas e tirou muitas fotos, porreiro!! Fivcamos assim de nos encontrar mais tarde ao fim do dia já em Copacabana.
O resto da viagem foi muito tranquila, e chegando já próximo do Lago Titikaka a paisagem como podem imaginar era linda.
Na manha seguinte fizemos um passeio de barco até á "Isla del Sol" (berco do império Inca) que demorou o dia todo. A merda do barco tem cerca de 10 mts de comprimento, leva cerca de 30 pax e tem um motor outboard de apenas 55 cavalos... O GPS marcava uma velocidade de deslocacao de 6 kms/h!! Na realidade o tour vale a pena pelo passeio em si e pelas vistas porque as ruinas da ilha nao sao nada de especial. Pelo menos para mim!
-- ESTRADA DA MORTE, 64 KMS DOWNHILL DE BTT, LOUCURA --
Loucura total!!! Nunca me tinha diverido tanto numa bicicleta... melhor de tudo sem dar ao pedal!
Saimos de La Paz pelas 8h00 da manha numa carinha atulhada de gente dentro e 9 bicicletas no tejadinho. Subimos durante cerca de 1 hora até chegar aos 4700 mts de altitude. Uma vez chegados ao ponto de partida recebemos o briefing da descida, o que é bastante importante porque a estrada nao é nenhuma brincadeira. Morrem cerca de 90 todos os anos naquele trecho de 60 kms. Tivemos um pouco de azar com o tempo pois estava um frio de rachar com muito nevoeiro e chuva à mistura. Supostamente os primeiros 24 kms de descida devem ser feitos em asfalto até chegar à estrada de terra, a verdadeira estrada da morte. Mas como estava tanta chuva e frio fizemos os últimos kms, até sair do asfalto, no conforto da carrinha.
A primeira coisa a fazer antes de partir para a descida alucinante é testar os travoes, just in case... Mesmo com travoes de disco a confianca nas primeiras curvas nao é muito grande. Cá vamos nós!!!
Curva após curva a velocidade da descida ia aumentando bem como o entusiasmo e a confianca. Felizmente a beleza da paisagem obrigava-nos a baixar o ritmo para conseguir disfrutar da paisagem sem correr o risco de seguir em frente numa curva mais apertada. Os guias sao bastante atenciosos e preocupados com a seguranca dos turistas. Durante todo o percurso fizemos várias paragens para comer e para aprender um pouco sobre a história desta estrada. Há duas semanas atrás morreu um turista Israelita que se entusiasmou demais e,claro, teve uma saida de pista que terminou muito mal no fundo do vale, uns 500 mts mais abaixo. À medida que os kms iam passando e a altitude descendo a temperatura, ao contrário, ia subindo. Na chegada a Coroico (a 900 mts de altitude) estavam cerca de 30 graus e muita humidade. No pacote da descida estava incluído um duche quente e uma almocarada num hotel local. Maravilha!! A parte pior é o regresso a La Paz que demora cerca de 3 horas.
Mas certamente foi um dia memorável cheio de emocoes fortes. Recomenda-se!!
Chegando a Coroico 4 horas depois a 900 mts de altitude com 30 graus de temperatura
CUIDADO COM A CURVA!!! QUAL CURVA?!?!?!

Saimos de La Paz pelas 8h00 da manha numa carinha atulhada de gente dentro e 9 bicicletas no tejadinho. Subimos durante cerca de 1 hora até chegar aos 4700 mts de altitude. Uma vez chegados ao ponto de partida recebemos o briefing da descida, o que é bastante importante porque a estrada nao é nenhuma brincadeira. Morrem cerca de 90 todos os anos naquele trecho de 60 kms. Tivemos um pouco de azar com o tempo pois estava um frio de rachar com muito nevoeiro e chuva à mistura. Supostamente os primeiros 24 kms de descida devem ser feitos em asfalto até chegar à estrada de terra, a verdadeira estrada da morte. Mas como estava tanta chuva e frio fizemos os últimos kms, até sair do asfalto, no conforto da carrinha.
A primeira coisa a fazer antes de partir para a descida alucinante é testar os travoes, just in case... Mesmo com travoes de disco a confianca nas primeiras curvas nao é muito grande. Cá vamos nós!!!
Curva após curva a velocidade da descida ia aumentando bem como o entusiasmo e a confianca. Felizmente a beleza da paisagem obrigava-nos a baixar o ritmo para conseguir disfrutar da paisagem sem correr o risco de seguir em frente numa curva mais apertada. Os guias sao bastante atenciosos e preocupados com a seguranca dos turistas. Durante todo o percurso fizemos várias paragens para comer e para aprender um pouco sobre a história desta estrada. Há duas semanas atrás morreu um turista Israelita que se entusiasmou demais e,claro, teve uma saida de pista que terminou muito mal no fundo do vale, uns 500 mts mais abaixo. À medida que os kms iam passando e a altitude descendo a temperatura, ao contrário, ia subindo. Na chegada a Coroico (a 900 mts de altitude) estavam cerca de 30 graus e muita humidade. No pacote da descida estava incluído um duche quente e uma almocarada num hotel local. Maravilha!! A parte pior é o regresso a La Paz que demora cerca de 3 horas.
Mas certamente foi um dia memorável cheio de emocoes fortes. Recomenda-se!!
Chegando a Coroico 4 horas depois a 900 mts de altitude com 30 graus de temperatura

Mesmo com nevoeiro a vista é de perder a cabeca. Mas mais importante é manter os olhos na estrada...

Nao vale falhar a curva... Pode doer um bocadinho!!!
Testando os travoes... só para confirmar que funcionam !
Testando os travoes... só para confirmar que funcionam !Domingo, Abril 08, 2007
-- CAPITAL LA PAZ --
Museu de Arte contenporanea
Uma rua de La Paz que nos fez lembrar a cidade do Porto
Aqui tudo se vende e tudo se compra...

Produtos para venda na rua do mercado das Bruxas (Fetos de Lama!!!)

Vista do alto da Capital La Paz
Produtos para venda na rua do mercado das Bruxas (Fetos de Lama!!!)
Vista do alto da Capital La Paz

Missao cumprida 1500 kms depois rio acima.





